Reforma Tributária e os desafios para 2026: o que os gestores do varejo precisam saber
A reforma tributária que está sendo implementada no Brasil promete transformar profundamente a forma como o consumo é tributado, com impacto direto em supermercados, farmácias, lojas de calçados, vestuário, materiais de construção, entre outros.
Embora a cobrança efetiva de alguns dos novos tributos comece no próximo ano, 2026 será um período de transição: testes, novas obrigações acessórias e exigência de adaptabilidade por parte das empresas.
Abaixo explicamos, em linguagem prática, o que muda, por que isso importa para o varejo e o que sua loja pode (e deve) fazer para evitar problemas:
O QUE É A REFORMA TRIBUTÁRIA E QUAL SEU OBJETIVO?
Em linhas gerais, a reforma reúne alterações para simplificar e modernizar os tributos sobre consumo. Em vez dos impostos atuais (PIS/Cofins, IPI, ICMS, ISS etc.), o novo desenho prevê tributos sobre bens e serviços organizados como IVA: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) na esfera federal e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) para estados e municípios, além de um Imposto Seletivo para desestimular produtos nocivos.
O objetivo principal é reduzir a cumulatividade, aumentar a transparência e tornar a arrecadação mais previsível.
CRONOGRAMA ENXUTO: PORQUE 2026 É ESSENCIAL?
Embora a cobrança “em grande escala” da CBS começa em 2027, desde 1º de janeiro de 2026 já vigora uma fase de transição e testes:
- Emissores de documentos fiscais eletrônicos precisarão identificar e destacar a CBS e o IBS;
- Plataformas e ERPs serão integradas à nova plataforma digital da reforma e regimes especiais (como Simples/MEI) terão janelas de opção até prazos definidos em 2026.
Ou seja: 2026 é o ano para ajustar operações, treinar equipes e melhorar sistemas, só não será possível improvisar.
QUAIS SERÃO OS EFEITOS PRÁTICOS NA VIDA DOS VAREJISTAS?
- Emissão de nota fiscal: novas tags e campos fiscais (destaque de CBS/IBS). Os sistemas fiscais e ERPs precisarão atualizar notas técnicas para evitar erros que podem geram autuações, devoluções e problemas de caixa;
- Cálculo e precificação: alíquotas e regras de apuração mudam; preços que hoje “fecham” margem podem precisar ser revistos;
- Créditos tributários e ressarcimentos: a forma de apurar e compensar créditos será reorganizada — importante para quem trabalha com margem baixa;
- Fluxo de caixa e compliance: mecanismos como split payment (ou recolhimento assistido) e apuração assistida poderão impactar o timing do recolhimento e do ressarcimento de créditos.
RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA OS VAREJISTAS
1. Treinamento profundo e constante da equipe fiscal e do caixa
A equipe responsável por emitir notas precisa entender em detalhes as novas regras, tags e o impacto do destaque de tributos. Simulações práticas e checklists reduzem erros. (Treine igualmente os operadores de PDV sobre como identificar itens com imposto seletivo, por exemplo);
2. Atualize e teste seus sistemas (ERP, PDV, faturamento)
Faça um cronograma de atualização com fornecedores de software e promova testes integrados (PDV → ERP → contabilidade → e-Fisco). Execute emissão de notas fiscais “de teste” para validar a cadeia.
3. Mapeie a classificação fiscal dos produtos
Uma classificação fiscal incorreta (NCM/Código de serviço) pode gerar recolhimento errado — e multas. Revise o catálogo de produtos com o contador e faça amostragens.
4. Revisão de preços e margem por SKU
Simule cenários com as novas alíquotas e veja quais SKUs ficam mais sensíveis. Ajuste promoções e margens antes que a alteração ocorra em massa;
5. Política de estoque e inventário
Controle as notas de entrada e saída para garantir correta atribuição de créditos e evitar divergências na escrituração;
6. Auditoria periódica e conciliação
Concilie impostos apurados e recolhidos regularmente para detectar variações cedo;
7. Planejamento de caixa
Considere possíveis mudanças no timing de recolhimento — mantenha uma reserva de liquidez para transações;
8. Conte com especialistas
A reforma é complexa e terá interpretações operacionais durante a implementação. Consultoria fiscal e suporte técnico são investimento, não custo.
POR QUE OFERECER CRÉDITO PRÓPRIO É UMA EXCELENTE ESTRATÉGIA NESTE CONTEXTO?
Tempos de mudança tributária tendem a causar volatilidade na demanda e na competição por preço. Ofertar crédito próprio — cartão marca própria, CDC Digital, crédito pessoal, cartões de benefícios e convênios — ajuda o varejista a:
Aumentar ticket médio: clientes compram mais quando há parcelamento ou condições próprias;
Fidelizar clientes: programas exclusivos, cashback ou pontos retêm consumo dentro da rede;
Controlar receita e mitigar o risco: com políticas próprias de crédito, você define regras, prazos e limites;
Diversificar fontes de receita: juros, tarifas e parcerias geram novas margens.
Essas vantagens são especialmente importantes durante 2026, quando ajustes de preço e mudança de comportamento ocasionadas pela reforma tributária podem afetar as vendas.
COMO A INFOX PAYMENTS PODE TE AJUDAR NA PRÁTICA.
A INFOX Payments oferece tecnologia e consultoria para que o lojista implemente crédito próprio com segurança e inteligência:
- Cartão marca própria (private label): integração ao PDV e ao ERP para autorizações ágeis, gestão de faturas e conciliação financeira;
- CDC Digital: parcelamento de compras com oferta direta no checkout físico e online;
- Crédito pessoal: alternativas customizadas para clientes que precisam de maior prazo e dinheiro sem tanta burocracia;
- Cartões benefícios e convênios: solução integrada para funcionários e parceiros, ampliando o ecossistema de vendas.
Além disso, a INFOX é uma das primeiras empresas de tecnologia para serviços financeiros totalmente preparadas para a reforma tributária: atualizações técnicas, equipe de consultores especialistas para orientar o lojista que oferece crédito próprio durante a transição e suporte para integração das novas obrigações fiscais (emissão de notas com destaque de CBS/IBS, conciliação e apuração).
Para o varejista, isso significa diminuir riscos operacionais e ampliar o leque de oportunidades de aumento de faturamento justamente quando o mercado estiver em movimento.
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